O que te diz mais? - original
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Laguna
domingo, 4 de abril de 2021
A religião e o incomodo da páscoa
domingo, 28 de março de 2021
A fragilidade de domingo meio-dia
Eu me acostumei com a solidão. Seja pela pandemia ou pela vida, me acostumei. Curto vários momentos meus comigo. É bom não se explicar, não dividir, ser somente minha.
Confesso que tenho criado distâncias onde não precisaria, para além das imposições que a vida consciente em 2021 exige. É porque não aprendi a equilibrar. Então acabo achando mais confortável ficar quieta. Só eu.
Mas tem um momento que sempre me pega. É cozinhar almoço no fim de semana. Não sei nem explicar direito o porquê, mas nessa hora eu me sinto solitária de verdade. Começo a cozinhar e sinto que nada mais faz sentido. Me pergunto o que to fazendo da minha vida. Os medos começam a aparecer. Não vou dar conta da vida, vou ficar sozinha para sempre, sou um fracasso, não tem sentido seguir em frente...
Demorei até a entender que de fato é esse momento que é um gatilho. Agora pensando bem sobre o assunto, as conversas mais frágeis que eu tenho são nesse momento (acabei de mandar uma mensagem baixando a guarda para alguém que para mim está encerrado o assunto).
O que tem ali, nesse momento? Nunca cozinhei só para mim, sempre para um grupo. Almoço é momento familiar. Mas essa ainda não é a explicação. Ou pelo menos não a única.
É quando começo a cozinhar que eu penso em todas as coisas que ignorei durante a semana. Tudo aquilo que não tem como mudar. Que não tem como mexer. Que eu só fingi que não doeu, porque é a vida... E tudo dói, de uma única vez. Não tem música, novela, nenhuma distração que me tire do looping de medos, dúvidas e dor.
Hoje me derrubou literalmente no chão.
O que eu faço com isso agora? Não sei. To tentando acolher...
Ainda sobre ficar frágil: quando digo que esse é meu momento de maior fragilidade, não significa que é ruim ou bom. Só é o que é. Ser frágil é parte de ser gente.
quarta-feira, 3 de março de 2021
Sem tempo para a tua omissão
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
domingo, 3 de janeiro de 2021
Aqueles casais tóxicos que amamos
Porque gostamos de acompanhar casais que não deveriam ficar juntos?
Estou falando de casais, da ficção, que são tóxicos. Aqueles que se fazem mal, que mentem, que são péssimos um para o outro. Outro dia vi que alguém dizendo que é porque esses casais tem química. Em parte é isso, mas em parte é a ilusão de que deveríamos trocar tudo por amor.
Acho que gostamos de acreditar que quando se ama alguém, deve-se ficar junto. A qualquer custo. Apesar de tudo. Eu AMO casais gato e rato. Se forem gato e rato complicado, cheio de atração proibida, com os personagens cheios de complicações emocionais... ai eu shippo mesmo.
Mas é uma ilusão.
Primeiro que a maior parte desses casais não é amor. É paixão. Ter alguém que te faz mal, mas que o toque te enlouquece a ponto de você esquecer tudo... É só fogo. Pode ser lindo na ficção, mas na vida real é o que prepara o terreno para a gente confundir agressão com química. Amor com pele. E achar que (apesar de tudo o que se está sofrendo agora) a resolução mágica do final feliz tá logo ali.
Spoiler: não está.
Então bora rever esses conceitos?